Décimo dia
02 de Julho de 2005
As infra-estruturas para os ciclistas na Hungria são muito evidentes, verificando-se a existência de ciclovias em todas as localidades, bem como uma grande utilização da bicicleta, não só na componente desportiva, mas sobretudo para tarefas do dia a dia.
O Sol já ia alto quando saímos do parque de campismo, mas outro contratempo mecânico numa roda traseira fez-nos atrasar ainda mais. Foi necessário recorrer ao mercado para comprar mais um par de raios e resolver a situação em definitivo.
Determinados a seguir a bom ritmo até Budapeste, optámos inicialmente por pedalar pela margem direita, mas antes de Pilismarot, cruzámos o rio de barco até Szob. As marcações do percurso na margem esquerda estão cinco estrelas, pelo que facilmente encontrámos o trilho. Até Vác, deparámo-nos com grandes nuvens de mosquitos, tornando difícil a progressão. Apenas a beleza do vale do Danúbio, ladeado por imponentes montanhas e antigos bastiões monumentais, eram motivo de paragem.
Almoçámos em Vác e continuámos rumo a Budapeste. À medida que nos aproximámos da cidade capital da Hungria, o percurso atravessa vários bairros habitacionais, pelo que muitas placas de indicação do percurso foram vandalizadas.
A entrada em Budapeste é muito confusa, devido à inexistência de indicações para as bicicletas. Recorremos às indicações populares no sentido de conseguirmos um local de pernoita. Atravessámos a ponte ferroviária para o lado de Buda e conseguimos por menos de 20 euros/noite ficar alojados em Bungalow, num complexo turístico à beira rio. A nossa aventura tinha terminado sem problemas, estávamos obviamente todos satisfeitos, mas restavam mais 3 dias para nos perdermos pelos encantos de Budapeste.
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